Remindo o Tempo

ampulheta

ampulheta “Usando bem cada oportunidade porquanto os dias são maus”. (Efésios 5.16)

O tempo é uma grandeza bem interessante. Feche seus olhos por alguns instantes. Abra-os, então, enquanto conta “um, dois, três”. Feche-os novamente. Que notou você enquanto seus olhos estavam abertos? Se você estiver numa sala comum, pouca coisa terá acontecido. Nada pareceu sofrer modificação. Mas se você tivesse estado sentado durante algumas horas, mantendo os olhos abertos, veria pessoas indo e vindo, movendo cadeiras, abrindo janelas. O que aconteceu na sala parece depender do intervalo de tempo durante o qual você observa. Olhe durante um ano, e a planta em seu vaso há de crescer, florir e murchar.

As medidas de tempo às quais nos referimos nesses exemplos dizem respeito à duração de um acontecimento e são indicadas por um “intervalo de tempo”. Entretanto, também usamos medidas de tempo para definirmos quando se deu tal acontecimento e, nesse caso, estamos indicando um “instante de tempo”.

Para medirmos intervalos de tempo podemos usar apenas um cronômetro – ele é destravado, parte do zero, e mede a extensão de um intervalo de tempo.

Por outro lado, para medirmos instantes de tempo podem ser medidos com as mesmas unidades e
entre elas as mais comumente usadas são a hora, o minuto e o segundo.

Com o passar do tempo, aprendemos a valorizar algumas coisas e ao mesmo tempo a desprezar outras. Pensemos um pouco nas coisas que damos pouco valor – e com isso perdemos.

 Lembro-me de ter lido uma história de uma criança que ganhou um grande balão e com ele brincou por certo tempo. Infelizmente, como acontece com tais artefatos de borracha, ele bateu em uma ponta e estourou. Achando o artefato não mais interessante a criança resolveu jogar os restos no quintal do vizinho, pois, para ele, não tinha mais valor.

Qual não foi a sua surpresa, quando no dia seguinte, deparou-se com o filho do vizinho brincando com um lindo “cacho de uvas”, feito com os restos do balão, mediante a técnica de produzir vácuo com a boca e prender cada bolinha formada, juntando-as, uma a uma, em um todo.

A montagem era, sem dúvida, mais bonita que o brinquedo original, surgida da sabedoria do vizinho em aproveitar o que para aquela criança foi considerado como lixo. Aquela criança perdeu a oportunidade, meramente por não ver (ou por não conseguir ver) o que estava por detrás daquela borracha rasgada.

Quantas oportunidades você já perdeu na vida? Seu emprego, seus amigos, seus familiares, a casa, o carro, cada elemento que surge diante de você a cada dia precisa ser considerado com mais carinho e cuidado, pois eles contêm maiores potenciais do que aparentam, mas nem sempre são aproveitados ou mesmo recebem a devida importância.

Andai em sabedoria para com os que estão de fora, aproveitando bem cada oportunidade. (Cl 4:5). Essa é uma boa e sábia orientação Bíblica.

Lembre-se de que Deus avalia a forma na qual tratamos as pequenas coisas, pois com base nisso, nos coloca à disposição outras de maior valor e significado. “Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito, e quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito” . (Lc 16:10).

Ao findar mais um ano e ao se iniciar um novo ano, sugerimos que você considere o “usar bem cada oportunidade”. Não perca Tempo! Não há mais tempo a perder.

 É preciso remir o tempo. Pois o tempo passa e passa ligeiro.

                        Um feliz 2011 para você e para toda a sua família.

 Pr. Carlos Elias de Souza Santos.