O Sol da Liberdade

bandeira “E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da pátria nesse instante”    

(Hino Nacional Brasileiro)

 No mês em que comemoramos a independência do Brasil, gostaria muito de que em nosso País se voltasse a ouvir de um povo heróico o brado (grito) retumbante (estrondoso).

Muitos são os que hoje no Brasil se organizaram, com políticas iníquas para fazer calar “o sol da Liberdade”. Sol esse que sempre brilhou no Brasil em raios fúlgidos (brilhantes).

O nosso penhor (garantia) que sempre foi a igualdade, conseguimos conquistar com braço forte. Hoje o desafio de mantê-la, desafia o nosso peito a própria morte!

Precisamos nos unir para salvar nossa pátria das garras daqueles que sorrateiramente vem destruindo nossa liberdade e nossa igualdade. Como geração que percebe isso me recuso a ficar deitado eternamente em berço esplêndido (admirável), e me vejo no dever de me levantar para combater o que está ainda encoberto para milhões de brasileiros.

Creio que você já ouviu falar do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) baixado pelo Decreto 7.037/2009, do atual presidente da República. Decreto, marcado por uma linha de ação que visa uma “desconstrução” cultural dos valores da sociedade.

Tendo em vista a fortíssima reação da sociedade contra o PNDH-3 o governo resolveu alterar mais uma vez o Plano. E isso tem que ser considerado por você nas próximas eleições. É nossa última chance de mudar realmente as coisas.

Dizem os que querem se eleger nas próximas eleições que haverá alterações em pontos polêmicos. Por ora, até parece um bom gesto de boa vontade do governo, mas que pode esconder o desejo de manter posicionamentos graves no Plano. As alterações a serem feitas precisarão ser analisadas cuidadosamente pela sociedade, pois são muitos os pontos que ela critica fortemente. Não bastará uma modificação periférica, epidérmica. É preciso uma “mudança radical”, intrínseca, tendo em vista a ideologia perversa que norteia todo o plano.

É preciso entender que com o PNDH-3, o atual governo impõe uma “política de Estado”, mais que uma política de governo, que lança as bases para uma ditadura das minorias, que passam a ser o direito de todos, com sanções, privações de benefícios e com execuções sumárias contra os que discordarem do estabelecido. Tudo isso é muito grave e terá que ser amplamente analisado e revisto. Não bastando apenas uma alteração superficial.

Há que se ressaltar que na apresentação do Plano, o atual Presidente diz que o PNDH-3 é uma “opção definitiva”, erguido “como bandeira” e apresentado “como verdadeira política de Estado”. Portanto, esse mesmo governo fará de tudo para tornar realidade esse pacote totalitário, disfarçado de democracia. O que comprova isso é que o PNDH-3 compromete todas as áreas da administração e, fato inédito, “proposto por 31 ministérios”, “estruturado em 6 eixos orientadores, subdivididos em 25 diretrizes, 82 objetivos estratégicos e 521 ações programáticas”. Isso mostra que o Plano foi elaborado para ser “a política do Estado brasileiro”, para nortear a vida das gerações futuras.

Pense que você como cidadão precisa continuar livre para poder pensar e no meu caso discordar do posicionamento de temas como aborto, intolerância religiosa, casamento de pessoas do mesmo sexo, o que no meu caso considero como algo não natural e moral. Como cidadão deste Brasil, vejo nisso a “desconstrução” da verdadeira família instituída por Deus para a felicidade do homem, da mulher e da sociedade. A família, constituída por homem e mulher, é expressamente declarada como “base”, “fundamento” da sociedade, tanto na Constituição Federal como em tratados internacionais adotados pelo Brasil.

Por essas e outras razões expostas por eminentes pessoas da sociedade, o PNDH-3 precisa ser profundamente revisto e alterado nos seus “fundamentos ideológicos”, que não estão de acordo com nossas tradições cristãs. Ele é hoje a institucionalização da iniquidade no Brasil. Pense nisso na hora de votar.

Canta-se muito sobre “paz no futuro e glória no passado”. Isso fica bonito em verso e prosa, quando bem cantado. Mas, não haverá paz no futuro se não houver a “glória do presente”. Minha oração é que esta nação se levante para erguer da “da justiça a clava ( pau curto mais volumoso em um extremidade usado como arma) forte”. Um verdadeiro cidadão do estado democrático de direito não pode fugir desta luta.

Salve Deus a minha pátria, minha pátria varonil.

 

Mas para vós, os que temeis o Meu nome, nascerá o Sol da Justiça, e cura trará nas Suas asas” (Ml 4:2).

 

Pr. Carlos Elias de Souza Santos