Wanda é um nome originado a partir do teutônico Wando/Wendi, referente a um povo de origem eslava que habitava a região da Alemanha Oriental. A raiz deste termo, no entanto, vem do verbo germânico wanden, wenden, que quer dizer “voltar” ou “volver”. E, se há uma coisa que essa irmã mais faz é ajudar as pessoas a voltar ao plano original do Senhor. Wanda Krieger é hoje, ao lado de seu esposo Pr. Guenther, uma das missionárias mais longevas no campo.  Já são quase sessenta anos nessa mesma obra junto ao povo Xerente, a quem nossa missionária, capitaneada por seu sempre alegre esposo, entregou a mais valiosa das obras:  a tradução de todo o texto sagrado da Bíblia no idioma daqueles indígenas. Antes, porém, em 2007, o casal concluiu a tradução do Novo Testamento e entregou aos nativos nas aldeias Porteira (Nrõzawi), vinte quilômetros ao norte de Tocantínia, e Brejo Comprido (Kâ wra Kurerê), quarenta e cinco quilômetros a leste.

Irmã Wanda e seu marido Guenther Carlos são referência quando o assunto é Índios Xerentes. Quando o casal chegou à região, o povo Xerente não chegava a quatrocentos e cinquenta pessoas. A nação Xerente estava sendo dizimada por enfermidades oriundas do contato com o homem branco para as quais não tinham nem anticorpos, nem remédios. No entanto, os missionários estavam naquela missão para abençoar o povo de forma integral. Por isso, entre os trabalhos de tradução figuram cartilhas de saúde.  Quem os vê percebe que os índios daquela etnia se tornaram melhor capacitados ante a realidade do país.  Muitos de seus filhos têm diploma universitário. O avanço e prosperidade são atribuídos aos benefícios trazidos pela sistematização da língua nativa com o conhecimento das letras e uma boa compreensão das promessas do Evangelho. Irmã Wanda faz parte da história da codificação da língua Xerente para a escrita e da criação do dicionário da língua português-Xerente. Entre os trabalhos publicados pelo casal constam a Primeira Cartilha Xerente, publicada em 1960; o Primeiro Hinário Xerente, lançado em 1961; o Evangelho Segundo São Marcos, impresso pela primeira vez em 1970; o Livro sobre Higiene e Saúde do ano de 1972; Atos dos Apóstolos em Xerente, publicado em 1978; a Coletânea de Textos do Novo Testamento, primeiramente lançada em 1990; o Dicionário Escolar Xerente/Português – Português/Xerente do ano de 1994 e o Novo Testamento em Xerente, lançado em 2007. Quatro anos depois, a Primeira Igreja Batista de Campo Grande deu o nome do casal a seu salão social.  O Salão Krieger é, desde 2011, uma das áreas mais significativas depois do santuário.  E não poderia ser diferente.  Essa irmã é, ao lado do Pr. Guenther, a missionária com maior relacionamento com a igreja que os adotou no ano de 1986, sob o ministério do saudoso Pr. Belardin de Amorim Pimentel, em um gesto nítido de compromisso mútuo com missões do povo de Deus e seus representantes no campo.

Tendo dado seus primeiros passos na vida missionária saindo da cidade de Jacutinga-MG, a irmã Wanda tem observado o comportamento indígena, e absorvido lições sem igual que têm permitido o êxito em compartilhar o Evangelho a uma etnia completamente diferente daquela no meio do qual está inserida, e ainda mais do povo europeu de onde sua família descende.

Uma mulher que ajuda as pessoas a voltarem para Deus, não importa sua raça.  Essa é Wanda Braidotti Krieger, uma missionária que faz dessa homenagem algo muito mais do que merecido: um tributo à fidelidade e dedicação ao Senhor.

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