De “alguém” a “ninguém”

 

Conforme a sugestão de um estudioso (D.L. Moody), a longa trajetória de Moisés pode ser dividida em três períodos iguais e distintos de 40 anos.

No primeiro, vivendo sob as luzes do palácio do Faraó, Moisés achava que era “alguém”.

No segundo, confinado a um trabalho modesto como pastor de animais para o sogro, Moisés entendeu, por meio da obscuridade, que não era “ninguém”.

Nesta condição foi encontrado por Deus, que o chamou para voltar ao Egito e tirar o seu povo de lá.

Ele tentou recusar: era mesmo um “ninguém”; era tímido, medroso, irritadiço, não sabia falar, não tinha credenciais.

Deus disse que o queria assim mesmo.

E Moisés foi o líder, talvez o maior da história da humanidade, por enfrentar (e vencer), com um povo desarmado e despreparado, a maior potência política e militar da época.

Simplesmente Deus lhe mostrou o que pode fazer com um “ninguém”.

A saga de Moisés nos mostra que, ao longo da vida, podemos passar por períodos distintos, uns regrados a realizações, outros fomentados por frustrações e outros imersos nas incertezas.

A história do líder dos hebreus nos recorda que a vida é feita de mudanças, algumas radicais.

O itinerário bem-sucedido do libertador também nos enche de esperança: em todos os tempos, mesmo nos sombrios, Deus está nos preparando para as lutas que vai travar conosco.

Fonte: Prazer da Palavra