A ingratidão como idolatria

É o pecado que nos faz murmuradores. A reclamação é um pecado tão grave quanto a idolatria. Reclamar vem de nossa natureza ansiosa.

Quando Jesus nos diz para não vivermos de modo ansioso, estava mostrando que devemos lutar contra a nossa natureza. A ansiedade, no sentido bíblico, que é diferente de um transtorno de ansiedade, é pecado, por demonstrar apego ao que não é importante e desapego ao que é importante (idolatria). Não é ruim querer mais. O ruim é achar que o ter mais nos fará felizes.

Por isto, a Bíblia está recheada de gratidão, que nasce de uma atitude positiva com relação à vida. Quando ia construindo o mundo, Deus olhava para o que tinha feito e gostava. No sétimo, ele festejou, podemos dizer.

Ele nos pede que o adoremos. O que é adorar, senão agradecer? Os salmos são orações de lamento e de agradecimento. Os profetas gritam contra o povo por não reconhecer Quem Deus é.

Quando agradecemos, reconhecemos quem Deus é e o que pode fazer. A gratidão não nos deixa desesperar. A gratidão é uma espécie de banco da memória. Estamos em dificuldade? Consultemos nossa memória. Deus agiu ontem: seu braço está curto hoje. Abraão era incrível. Cada vitória recebida de Deus era celebrada com um altar (um Montijo de pedras que reunia, para nao esquecer o que lhe acontecerá).

Reclamar é um estilo de vida. Agradecer também. Reclamar ou agradecer é uma decisão pessoal. A maioria de nós, admitindo que a minoria tem vidas pantanosas, tem mais tempo no topo do que no vale. A maioria de nós, feitas as contas certas, tem mais motivos para agradecer do que para reclamar.

Devemos agradecer primeiramente a Deus, depois aqueles a quem usou para nos abençoar. Devemos ser efusivos. Essa tal de “alegria interior” não existe se não se manifestar no exterior.

Fonte: Prazer da palavra