A Democracia, a Igreja e as Eleições 2010.

bandeira_brasil  A nossa igreja, por se tratar de uma Igreja Batista com 106 anos de história, reconhece na soberania de Deus o seu compromisso de ser diferente e fazer a diferença em todos os contextos, inclusive, o político. Atualmente, vivemos um lamentável caos político com denúncias e ataques de toda ordem e em todos os níveis. Como Igreja do Deus vivo, dentre outras ações, é nossa obrigação participar ativamente do processo eleitoral de maneira consciente e com profunda responsabilidade.

Uma igreja genuinamente cristã certamente forma cidadãos dignos e habilitados para servir a Deus e à pátria, em todas as circunstâncias. Por sermos uma igreja cristã, primamos pela inviolabilidade da consciência política de nossos membros e, portanto, não apoiamos individual e oficialmente nenhum candidato ou partido político, por isso, não apresentamos nenhum candidato com a intenção de manipular ou induzir as pessoas, impondo-lhes a obrigação de votar nos mesmos. Absolutamente não! Entretanto, pedimos a igreja para distinguir e discernir os irmãos e irmãs, em plena comunhão com a sua igreja ou mesmo com a sua denominação, que em atendimento ao mandato cultural, decidiram engajar-se na política partidária, colocando os seus dons e talentos a serviço da sociedade. Quem sabe dentre eles, algum seja digno de seu voto.

Como Igreja de Cristo nossa expectativa é que os servos de Cristo que também são eleitores, procurem eleger pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana. Desta forma estamos dizendo que é preciso ter cuidado para que não sejam eleitos os malfeitores, assim considerados aqueles que se acostumaram a “esvaziar” o cofre público e, com isso, amealham fortunas sem nunca ter exercido uma atividade produtiva na vida.

Um servo de Cristo se posiciona sempre contra a corrupção. Afinal, um corrupto ofende de uma só vez a vida, a família e a dignidade humana. A ofensa ocorre quando o dinheiro que o corrupto desvia para os próprios bolsos se reflete nos postos de saúde sem medicamentos, nas escolas caindo aos pedaços, nos assassinatos que ocorrem porque a segurança pública não dá conta de conter os bandidos, na falta de saneamento que deixa milhões de famílias sem água encanada, sem esgoto, sem as mínimas condições, enfim, de viver com dignidade. Veja aqui o tamanho de sua responsabilidade.

É ético, absolutamente ético, rejeitar corruptos de tal notoriedade. Para rejeitá-los, basta que ninguém vote neles. Basta que o eleitor, na hora de apertar as teclas da urna eletrônica, lembre-se de que tem um papel essencial na democracia: a de fazer com que seja o regime da dignidade. Expurgados, é claro, os corruptos.

Lembre-se: “Quando os justos florescem, o povo se alegra, mas quando o ímpio governa, o povo geme” (Provérbios 29.2). 

Neste domingo exerça sua cidadania plena. Participe do processo democrático de nosso País.

“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus” (Tiago 1:5)

 

 

Pr. Carlos Elias de Souza Santos.