O Véu Rasgado

“Então o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo” (Marcos 15.38)

 

Há inúmeros símbolos na Palavra de Deus, todos preciosos pela sua historicidade assim como pela legitimidade da fé que os envolve. O Antigo Testamento nos fornece muitos deles. Um é o grande véu do templo. Em Êxodo 26, quando Deus dá as instruções primeiras sobre ele, ainda para o tabernáculo, diz a palavra: “Farás também um véu de estofo azul, púrpura e carmezim… suspende-lo-ás sobre quatro colunas… levarás a arca do testemunho para dentro do véu. Este véu vos fará separação entre o lugar santo e o Santo dos Santos.” Este véu foi colocado de maneira ainda mais suntuosa e bela, no templo construído por Salomão. O objetivo de tal cortina era separar os dois santos lugares do templo, o lugar santo e o Santo dos Santos. Tinha a finalidade de ocultar a arca, o propiciatório e o símbolo da presença divina. Atrás desse véu estava o lugar onde o Sumo Sacerdote era o único que podia ali entrar e só uma vez por ano. Diz assim: “… no segundo (o Santo dos Santos), só o sumo sacerdote, uma vez por ano, não sem sangue, que oferece por si mesmo e pelos pecados de ignorância do povo…”

E agora “o véu do santuário se rasgou em dois, de cima a baixo”. Pronto. Estava derrubado o véu que separava o homem de seu Deus. Não mais precisaria, dali em diante, de sacerdotes para levá-lo à presença do Senhor.

Posso até imaginar a beleza daquele momento quando, em meio a fenômenos diferentes da natureza – escuridão, terremoto, raios e trovões, aquele véu espesso, indevassável, se rompe, fazendo com que todos pudessem enxergar o outro lado.

Graças a Deus. O véu se rasgou de cima para baixo, demonstrando um poder que veio do Alto. Não foram mãos humanas que o rasgaram, pois assim seria de baixo para cima. Abriu-se o véu e por Jesus, temos acesso pleno ao Pai. Aleluia!

Fonte: Manancial