Amor que não é para ser entendido

Um amigo dileto, aos 30 e poucos anos de idade, decidiu ser missionário na China.

Antes de partir, saiu pelas igrejas contando sua história e chamando as pessoas a se juntarem ao seu ideal.

Numa delas, uma mulher, no meio do auditório, chorava abundantemente enquanto ele contava a sua história. 

Terminada a reunião, meu amigo procurou saber a razão do choro incontido.

A mulher contou:

— Há muitos anos, quando você devia ter uns quatro anos, minha filha, que tinha nove, me contava que orava pelo filho de um missionário brasileiro na China. A professora na Escola Bíblica lia as cartas que o missionário mandava, pedindo que cada aluno orasse pelos filhos do casal. Hoje minha filha tem a mesma vocação para servir aos outros. Ela aprendeu naqueles tempos de menina. Por isto, eu chorei. Eu chorei de alegria. E nesse tempo todo, passados 30 anos, nunca deixei de orar por aquela família, sobretudo por aquele menino: você.

Meu amigo chorou. Sim, ele era o menino-missionário por quem a filha daquela mulher chorava.

Meu amigo também é fruto daquelas mesmas orações.

O cristianismo é assim: o cristianismo é um convite à aceitação da graça de Deus oferecida por Jesus Cristo. Este convite, uma vez aceito, é para ser compartilhado com outras pessoas, não importa sua geografia, ideologia ou economia.

Gerações se sucedem e, ainda hoje, a cada dia, muitos cristãos deixam suas profissões, seus amigos, seu confortos e suas garantias e saem para compartilhar a graça (que, recebida, deve ser distribuída) a pessoas que não conhecem. Não ganham nada com isto, senão a alegria de ver pessoas alcançadas pela mesma graça que deu sentido às suas vidas.

Fonte: Prazer da Palavra