Abraão não perdeu ao perder

 

Abraão e Ló, o sobrinho que ele criava, se desentenderam por questões patrimoniais. O território ficou pequeno para os dois (Gênesis 13.5-12).

Abraão era o chefe do clã. Abraão concluiu que a solução era pôr fim a um relacionamento de décadas, dando ao sobrinho a primazia de escolher o território que queria ocupar. 

Ló, talvez ouvindo seus pastores do campo, escolheu o que achava melhor (a partir das aparências) e se fixou bem ao sul, perto do mar Morto. Sua escolha lhe trouxe consequências pesadas, inclusive a perda da esposa.

Abraão não escolheu. Ficou com o que lhe sobrou. A escolha de Abraão foi deixar seu sobrinho escolher, mesmo que isto significasse perder. Não reclamou. Sua região era mais habitada e teve que enfrentar mais guerras. Ele venceu as guerras. Abraão, ao se permitir perder ou a permitir que um sobrinho ajudado por ele ficasse com a melhor parte, não perdeu: ganhou.

Aprendemos com Abraão como gerenciar conflitos. 

Ele continuou amando seu ingrato sobrinho (que deveria ter dito: “Tio, pelo que fez por mim, escolha o senhor primeiro”) ao ponto de arriscar sua própria vida, para salvá-lo num conflito em que se envolveu (Gênesis 14.1-16).

Fonte: Prazer da Palavra